Desmam(ã)e

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O menino tinha muito medo de palhaço. A mãe queria desmamá-lo. Quando ele pediu para mamar, ouviu da mãe: “Ih, filho, o palhaço mamou aí”. Chorou assustado e nunca mais pediu.

A pequena de um ano e quatro meses que “não saía do peito” foi deixada por quinze dias na casa da avó no interior, o “único jeito” de parar de mamar.

A bebê levantou a blusa da mãe querendo mamar e encontrou um band-aid. A mãe disse que não podia mais mamar, porque o peito estava machucado.

O medo para aplacar o conforto certo.

O vácuo para apagar o vínculo.

A dor para encerrar a delícia. 

Não tem que ser assim.

Primeiro mame e depois desmame. Com final feliz.

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