Drikasana

Padrão

Pela janela aberta invadia a sala
o vento poluido de secura da cidade
eu ouvia o apito afinado e limpo
da brisa refrescante afagar minha humanidade

Devagar e forte tocavam no acento meus ossos
corpo intero pesado e dolorido de viver
eu sentia equilibrado um sentimento de entrega
nada mais é necessário que aderir ao perceber

Via tortos e brilhantes, pululando entre meus olhos,
uns estimulos nervosos precisando acontecer
verdes roxos se tornavam acendendo a escuridão
e dentro dos olhos fechados maravilhas pude ver

Tic tac do relógio, companhia imprevisível
no silêncio alentador convidou a me lembrar
marteladas de concreto tão distantes e encaixadas
com um som tão gratuito que convidava a dançar

De presente pro meu eu dei a hora que passou
em contato com o só a essência revelou
se a ida tem um ritmo, apressa-lo é confusão
revivendo estapaz a essência é condição

———
Para Driquinha, em sua primeira primavera de verão.

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